No Abismo

Sento-me na beirada do abismo
A neblina minha vista embaça
Recosto-me em uma pedra
Pra mim, encosto macio

Balanço os pés
Como criança
Na ânsia
De algo
Que
Não
Sei

Ali
Deito
Fecho
Os olhos
Ergo os braços
Como numa canção

Vem lá de dentro do peito
A vontade de sentir a maior alegria
Esperando o sol chegar, na esperança
Nada pode impedí-lo de nascer perante a mim

Dali ele nasce
Apenas eu e o sol
Que meus olhos
Fazem fechar
Por mais que tente
Não consigo abrir
Mas vejo
Mas sei:
Estou diante
Do mais sublime
Do que tanto busquei
Apenas um dia
Ao sol

Um dia ao sol…
Ao sol…

Publicado em: on Abril 4, 2009 at 9:10 pm Deixe um comentário

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